

Tipo: Vila
Macroregião: Oeste do Cajistão
Reino/Território: Cajistão
Anjara muitas vezes é chamada de Vila dos Exilados, por ter recebido inúmeros refugiados das terras do oeste — os chamados Territórios Livres —, indivíduos caçados, banidos ou mesmo aqueles que simplesmente chegaram sem razão revelada e decidiram permanecer. Há uma rota longa, porém segura, que conduz até a vila e que pode facilmente conectar o distante Cajistão às fronteiras do Reino de Eghateron e até mesmo do Reino de Laurência. A presença de estrangeiros gerou um ambiente de integração entre culturas, mas a vila nunca perdeu sua identidade cajistanesa. Símbolos da tradição local, herdados dos dialetos do deserto, podem ser vistos em abundância: gravados em paredes e portas, tecidos em tapeçarias ou estampados nas roupas dos moradores. Além do intercâmbio com povos do oeste, indivíduos enigmáticos também circulam pelas ruas de Anjara. São figuras encapuzadas, que evitam a luz do dia e não permitem que seus rostos sejam revelados. Caminham pelas vielas, conversam com guardas e com outros habitantes, sempre cercados de mistério. Alguns afirmam que seus olhos são semelhantes aos de serpentes — fixos, atentos e capazes de despertar temor. A região é repleta de relatos sobre os lendários Homens-Cobra, um povo que seria mestre no disfarce, exímio em espionagem, aproveitando-se do fato de Anjara ser uma rota de estrangeiros e de informações que podem ser compradas e vendidas. Há quem diga que a lenda não é apenas mito, mas algo maior e mais real. Entre os exilados mais célebres de Anjara está o elfo Ramad Ashan, um bibliotecário que fundou uma escola local. Ramad fugiu de seu próprio povo e estabeleceu-se na vila, onde teve filhos com uma humana. Hoje é reconhecido como um estudioso arcano, procurado tanto por viajantes quanto por aprendizes de magia vindos de terras distantes.
